quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Casa comigo?


A nossa viagem pra Sampa e Floripa foi perfeita, mágica. E nela tivemos momentos incríveis. Como naquela noite, no ônibus saindo de São Paulo e indo pra Florianópolis. Estávamos jogados na poltrona, minha perna sobre o seu colo e sua cabeça encostada no meu ombro. Ouvíamos música e conversávamos sobre nosso passado, principalmente sobre o seu. Em algum momento da conversa você olhou pra mim e disse "casa comigo?". É impossível descrever o que eu senti. Só posso dizer que ultrapassou os níveis de felicidade que um ser humano pode sentir. A idéia de ficar com você para sempre me deixa assim, com os pés fora do chão, apaixonada, boba. Eu quero muito. Então eu te respondi "caso".

You've gotta promise not to stop when I say "when".

Mais uma lembrança querida. Nós dois no Morrison. Tava tocando everlong e eu gritava como louca, você logo atrás de mim também gritando, porque aquela música significava muito pra nós dois. Naquele momento, eu senti que não estaria sozinha nunca mais. Que não importa aonde eu vá, você vai estar ali, logo atrás de mim, segurando minha cintura ou minha mão. E isso me deu uma segurança enorme de que talvez a vida nunca mais fosse uma merda. Eu tinha você, você me tinha, e eu não precisava de mais nada.

Apressadinhos


Outra lembrança de nós que guardo com muito carinho, é a daquele dia em que você teve prova na faculdade e eu fiquei te esperando na biblioteca. Você me disse, logo quando eu entrei no carro, que poderíamos fazer um monte de coisa, mas que você só conseguia pensar em uma coisa. E eu também. Então você me levou pra sua casa e a gente se amou por horas e horas, mas não poderíamos estar satisfeitos ainda...Não nós (pelo menos naquele tempo). Então você foi fazer sua prova, eu te esperei quietinha na biblioteca. Assim que você terminou, voamos de volta para a sua casa. Quando chegamos lá, fizemos o percurso da sala até o quarto já tirando as roupas em tempo recorde, pois eu precisava chegar em casa às 22:30, no máximo. E a gente se amou de novo.

"Eu não quero sair."


Já tem um tempo que eu quero sentar e escrever as lembranças mais bonitas que tenho de nós. Hoje criei coragem, pra começar, pelo menos. Não sei porque, mas quando parei pra pensar em qual lembrança escreveria primeiro, afinal não tenho bem uma preferida...são todas muito queridas, me veio imediatamente a nossa primeira vez na cabeça. O que exatamente veio foi uma cena específica, durante a nossa primeira vez. Uma cena que vejo quase toda vez que fecho os olhos.

Seu rosto está acima de mim, e você me olha de um jeito tão apaixonado e tão lindo que minhas palavras são pobres demais para descrever, e diz "eu não quero sair".

De todas as lembranças que a gente tem, e como disse antes, são todas muito queridas, essa é especial. Não preferida, mas especial. Pensar nela faz brotar em mim um sorriso, nos momentos difíceis. É meu bote salva-vidas. Eu sei que se o bicho pegar, eu sempre posso pensar nela...e aí fica tudo bem.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ilusões


"Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas."


Caio F. Abreu

Apenas uma fruta mordida...


"Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue seu para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.”

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Por quê?



Você me diz que nada mudou. Eu quero acreditar nisso, mas não consigo. Algo dentro de mim não está em paz.  Algo dentro de mim está gritando loucamente "alerta! perigo! sinal vermelho!"; e o pior é que eu não consigo explicar direito o que foi que mudou, não é concreto...só sinto que alguma coisa está diferente, errada. Você está diferente sim, comigo. Mais distante, frio. Eu não vejo mais aquele cara dos 50.000 e-mails gigantes (e lindos!) que adorava me "salvar" da chuva, e se vejo...é beeeeeeeeeem escondidinho lá no fundo. Será que você não vê mesmo? Será que é só coisa da minha cabeça? E a pergunta que mais me massacra: Por quê? 


"És eternamente responsável por aquilo que cativas."
- Saint Exupéry